O Estado de São Paulo tem apresentado, nas últimas décadas, uma elevada variabilidade climática e meteorológica. O boletim elaborado pelo Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO) em parceria com a FUNDAG e instituições ligadas à SAA/SP aponta anomalias de temperatura e alta variabilidade de precipitação pluviométrica.
Variabilidade de precipitação e seca agrícola
A variabilidade de chuva está elevada, com períodos curtos de alta intensidade seguidos por longas estiagens, o que afeta culturas agrícolas e reservas hídricas. Na primeira quinzena de março de 2026, as chuvas ficaram acima das médias mensais, favorecendo inicialmente o desenvolvimento vegetal. Entretanto, a redução pluviométrica na segunda quinzena alterou o cenário para condições desfavoráveis à colheita e ao manejo de maquinário.
Riscos fitossanitários e manejo
Para o segundo trimestre, as condições meteorológicas indicam alto risco devido ao clima instável e chuvas irregulares aliadas a altas temperaturas. Esse cenário favorece o avanço de pragas sugadoras e lagartas, com destaque para a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). O manejo integrado e o controle químico estratégico são considerados essenciais para mitigar danos.
Prognóstico e transição para El Niño
A condição de neutralidade climática tende a diminuir, culminando com 80% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Isso impactará severamente a umidade do solo, trazendo a possibilidade de seca agrícola em muitas porções do território paulista.
Conclusão
Indica-se cuidado redobrado nas operações de campo no início do segundo trimestre e o preparo de técnicas de reservação hídrica e suplementação de água às culturas. O monitoramento constante e métodos de uso racional da água são fundamentais para proteger a produção diante da variabilidade climática.


